O RACIOCÍNIO PRÁTICO DOS JURISTAS E O ADVOGADO DO FUTURO: DIÁLOGOS COM O MERCADOR DE VENEZA, DE SHAKESPEARE

RESUMO

O que os advogados dizem e o que os juízes decidem nos tribunais? O que o advogado atual precisa saber sobre o raciocínio dos juristas e para melhorar sua performance de escrita e de fala, influenciando, de fato, no resultado do processo? É que durante algum tempo se acreditou que o texto da lei era o único recurso capaz de resolver uma controvérsia, havendo quem dissesse, paradoxalmente, que em caso de sua clareza não podia ser interpretada (in claris non fit interpretatio).

Mas hoje os tempos são outros. Para a sorte ou o azar dos advogados que a depender do papel que desempenham no julgamento, dispõem de outros recursos que a racionalidade jurídica, hoje, comporta e tem revolucionado o pensamento jurídico. A análise econômica do direito (law and economics) de Posner, o jurisprudencialismo de Castanheira Neves, a engenharia social (social engineering) de Albert, o funcionalismo político de Unger, a justiça poética (poetic justice) de Nussbaum, etc., estes são apenas alguns dos caminhos que poderão ser descortinados.

Escolhendo um lugar no caso de O Mercador de Veneza, de Shakespeare, que argumentos você utilizaria para defender (ainda hoje) a aplicação rigorosa do texto da lei, se fosse advogado de Shylock, ou se patrocinasse a causa do Mercador, como tentaria convencer o juiz do contrário?

Esse é o momento de você começar a pensar neste assunto.

CARGA HORÁRIA

– 2 horas (com direito a certificado).

PÚBLICO ALVO

– Advogados e estagiários;
– Estudantes de Direito;
– Cidadãos interessados em cultura jurídica e em diálogos entre Literatura e Direito.